A cirurgia robótica representa um dos maiores avanços da urologia moderna. Por meio de plataformas de última geração, o cirurgião opera com movimentos de alta precisão, visão tridimensional ampliada e sem os tremores naturais da mão humana.
O resultado para o paciente é claro: incisões menores, menos dor no pós-operatório, menor risco de complicações e recuperação mais rápida — permitindo o retorno às atividades cotidianas em muito menos tempo do que em cirurgias tradicionais.
O Dr. Gislano Lira possui especialização certificada em cirurgia robótica há mais de 5 anos e ampla experiência em procedimentos como prostatectomia radical robótica, nefrectomia parcial robótica e cistectomia robótica.
No tratamento do câncer de próstata, a utilização dessa tecnologia permitiu melhores taxas de preservação da continência urinária e da potência sexual. Já no tratamento dos tumores renais, permitiu a retirada até de tumores complexos com maior taxa de preservação do tecido renal saudável.
Em sua origem a cirurgia robótica foi desenvolvida com o intento de viabilizar a cirurgia à distância (telemanipulação) em situações como as viagens espaciais ou cenários de guerra.
Em 2000, duas empresas americanas obtiveram aprovação para o uso de tecnologia robótica. A intuitive Surgical, criadora do da Vinci Surgical System, e a Computer Motion, criadora da plataforma Zeus, as quais se uniram e em meados de 2006 lançaram a plataforma da Vinci S System. Daí em diante outras plataformas da empresa foram lançadas como o da Vinci Si, X, Xi, SP e mais recentemente o da Vinci 5.
A partir de 2016, com a queda da patentes da Intuitive Surgical, outras empresas entraram nesse cenário e mais recentemente, em 2019, outras plataformas começaram a entrar no mercado. E, isso tem sido importante para a disseminação e popularização da tecnologia pelo mundo.
No Brasil, a primeira cirurgia robótica foi realizada em 2008 e hoje ela está presente em 20 estados contando com mais de 150 plataformas instaladas e mais de 190 mil cirurgias realizadas. Mais recentemente, o cenário da cirurgia robótica mudou novamente no Brasil, pois a partir de abril de 2026, a cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata foi incorporado ao rol da ANS, ou seja, esta cirurgia passou a ser coberta pelos planos e seguradoras de saúde pelo país.
Afinal de contas todo cirurgião está habilitado a realizar uma cirurgia robótica? A resposta é não. Para se qualificar e realizar tais cirurgias o médico deve seguir uma jornada e certificações e treinamentos.
Quando falamos nessa qualificação na principal plataforma disseminada pelo país, o sistema da Vinci da Intuitive Surgical, o cirurgião deverá passar primeiro por um treinamento teórico disponível na plataforma da Intuitive Surgical. Vencida esta, o médico passará por uma etapa de pratica em simuladores de cirurgia robótica, a qual pode ser concomitante a observação de casos realizadas por equipes já treinadas e bem qualificadas.
Ao fim dessas duas etapas, o cirurgião, nos centros de treinamento da empresa distribuídos dentro e fora do país, passará por um processo prático de certificação definitiva com cirurgias em modelos animais e treinamento teórico-prático.
Por fim, vencida esta etapa, o cirurgião que deseja a certificação estará apto a realizar suas primeiras cirurgias sob a tutela (proctoria) de um cirurgião mais experiente até que a curva de aprendizagem seja vencida.
Alguns centros de treinamento aqui no Brasil, como o Hospital Israelita Albert Einstein, e fora do país oferecem além das etapas de certificação tradicional uma formação mais ampla em cirurgia robótica por meio de programas de pós-graduação.
A maioria dos sistemas robóticos em funcionamento possuem três partes, que se conectam durante a realização das cirurgias.
O cirurgião senta-se fora do campo cirúrgico em uma destas partes, o chamado console cirúrgico. Neste usados utiliza as mãos e os pés para controlar os movimentos e as principais funções dos braços do robô, haja vista o robô não realizar movimentos de forma autônoma. O console possui também ajustes ergonômicos, bem como um sistema de visão com ampliação das imagens e visão tridimensional.
As outras duas partes da plataforma robótica são constituídas pelos braços do robô, os quais se conectam ao corpo do paciente, e a torre de processamento dados e de equipamentos de imagem e energias utilizadas em cirurgia.
Os instrumentos cirúrgicos conectados aos braços do robô exibem diversas conformações e funções, como de tração dos tecidos, corte delicados, controle dos vasos sanguíneas e confecção de suturas.
A indicação para cirurgia robótica ocorre após avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e de imagem, como ressonância magnética, tomografia e biópsias, conforme a patologia. É essencial definir o estágio da doença e a viabilidade da abordagem minimamente invasiva.
A cirurgia robótica permite intervenções altamente precisas em casos como câncer de próstata, tumores renais e de bexiga. O uso da plataforma robótica proporciona menor sangramento, menor tempo de internação e recuperação acelerada, além de maior preservação de estruturas importantes.
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