Os cálculos renais, ou popularmente pedras nos rins são verdadeiramente partículas sólidas formadas pela aglomeração de sais e minerais presentes na urina.
Tais cálculos trarão sintomas a depender do tamanho e posição dentro do sistema urinário de cada paciente.
Existe vários tipos de cálculos, sendo a maioria formada por sais riscos em cálcio, oxalato, fosfato, ácido úrico, cistina e estruvita. Cada um desses compostos, às vezes presentes normalmente em nossa urina, quando em excesso na urina ou acumulados dentro do sistema coletor urinário (canais de dentro do rim onde a urina é coletada e levada até a bexiga) propiciam a formação de cálculos ao se aglomerarem e formarem cristais cada vez maiores.
Alguns hábitos e/ou erros do nosso metabolismo são responsáveis por este fenômeno. Por exemplo: dieta rica em gordura favorece a transformação de parte desta gordura, por bactérias do nosso intestino, em oxalato. Este por sua vez é eliminado pelo rim. No qual encontra o cálcio, formando juntos o cálculo de oxalato de cálcio; em outro cenário, uma dieta rica em carne vermelha e outras fontes de ácido úrico, irão propiciar a elevação dos níveis de ácido úrico na urina e isto gerar a formação de cristais e cálculos de urato. Outro mecanismo associado à formação de cálculos é a infecção por algumas bactérias (ex.: Proteus mirabilis), as quais consegue transformar composto normais de nossa urina (uréia) em amônio, o qual propiciará a formação dos cálculos de estruvita (rico em fosfato, amônio e magnésio).
A dor talvez seja a manifestação mais temida dos cálculos renais. E ela é gerada geralmente pelo efeito obstrutivo a passagem de urina. Como assim? Pequenos cálculos dentro do rim são via de regra não obstrutivos. Logo este dificilmente, caso fiquem dentro do rim, venham a gerar dor, pois não conseguem obstruir o fluxo de drenagem de urina. Já se esses mesmos pequenos cálculos (geralmente medindo menos de 5 milímetros) saírem do rim e alcançarem o ureter, canal de aproximadamente 2,5 a 3 mm que leva urina do rim até a bexiga, o paciente provavelmente sentirá dor. Esta é gerada pela obstrução ao fluxo de urina e posterior dilatação / distensão do sistema coletor e rim.
O quadro clínico típico seria de dor geralmente iniciada na região lombar com migração ou irradiação em direção ao baixo ventre / genitália. Tal dor pode associar-se à náuseas, vômitos, presença de sangue na urina, frequência urinária maior e diaforese (sudorese).
Outros cálculos, como os coraliformes, podem se manifestar por dor lombar recorrente associada a episódios de infecção urinária e urina de odor fétido.
O tratamento dependerá em princípio do tamanho do cálculo, posição deste dentro sistema coletor, presença ou não de outros condições de saúde (Ex.: infecção urinária, rim único, grande dilatação do rim, piora da função renal, etc), compleição física do paciente e da sintomatologia deste (se dor muito forte ou tolerável, por exemplo).
Nos casos em os cálculos são pequenos, com sintomatologia controlada e apresentem sinais de migração pelo ureter, o tratamento clínico medicamentoso pode ser empregado visando a eliminação espontânea do cálculo. No entanto, na impossibilidade de tratamentos conservador (observação dos cálculos) e/ou tratamento clínico expulsivo, diversas modalidade cirúrgicas podem ser empregadas.
Entre as modalidades cirúrgicas, temos as não invasivas, bem como as invasivas sejam endoscópicas ou percutâneas.
Litotripsia extra-corpórea (LECO): realizado sob sedação e em regime ambulatorial essa técnica é indicada para pequenos cálculos, os quais são atingidos por ondas de choque emitidas pela máquina. Hoje essa modalidade terapêutica tem entrado em desuso, pois não remove os fragmentos dos cálculos, mas sim espera-se que eles sejam eliminados e por riscos secundários ao rim e órgãos adjacentes.
Nefrolitotripsia percutânea: técnica cirúrgica, na qual se punciona diretamente o rim e dilata-se o trajeto da pele até o interior do rim, após a introdução do equipamento dentro do sistema coletor do rim podemos fragmentar e remover os cálculos. Esse procedimento é realizado sob anestesia geral e destina-se geralmente aos pacientes com cálculos volumosos.
Ureterorrenolitotripsia rígida ou flexível: procedimento endoscópico e sem a necessidade de cortes, no qual o introduzimos os aparelhos por dentro da uretra até alcançar o cálculo, esteja ele no ureter ou no rim. Com o auxílio de fontes de energia (Ex.: fibras de laser), realiza-se a fragmentação do cálculo e a remoção deste em pequenos pedaços.
Baseado em sintomas (dor intensa lombar), exames de imagem como ultrassonografia e tomografia, além de análise laboratorial da urina.
Depende do tamanho e localização do cálculo. Pode incluir tratamento medicamentoso, litotripsia (quebra por ondas de choque) ou procedimentos endoscópicos como ureteroscopia. Casos mais complexos podem exigir cirurgia.
Hidratação adequada (principal fator), ajuste alimentar (redução de sal, proteínas e oxalato) e acompanhamento metabólico para evitar recorrência.
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